segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Brain Storm - Observando...


Fazendo o papel de observadora, uma terceira pessoa, me vejo do alto.
Faço isso para entender os porquês, meus medos, minhas decisões e indecisões.
E percebi que as vezes alguns pilares de nossa vida estão corrompidos , seja por consequência de acontecimentos do passado,  por imposições e repressões da sociedade e por repressões que assimilamos como nossas.
O materialismo me incomoda. Por toda a vida passamos preocupados com peso, beleza, com a figura do corpo, com a figura social, necessidades tecnológicas, alimentícias, de vestuário, e outras, todas impostas.

A vida é muito simples. Muito mais do que se pensa.

Quando foi imposto que a quantidade significava poder, voltamos a ser animais providos de uma inteligência inferior, com predisposição ao caos.

Pergunte aos antigos se a alimentação era para apenas matar a fome, ou para matar os anseios e medos, e vão lhe responder. Foram criadas necessidades tamanhas que muitas mães não possuem dinheiro para comprar o feijão, mas compram o refrigerante e a bolacha recheada. Podem ser produtos baratos, o que facilita a aquisição, mas são carentes em conteúdo. Os únicos que ganham com isso são os grandes, que estudam quais são os produtos mais vendidos, quais as tendências, necessidades e o que atrai o Consumidor, e ganha com o produto infalível.
Não é diferente para a tecnologia, eletrodomésticos, automóveis, imóveis e outros.

Como observadora penso: Por que eu preciso disso? Eu preciso disso?

O corpo, a carne, os contornos e o belo são impostos desde pequenos, por todas as influências externas possíveis. Os pais, o mídia, todos os meios. da onde meio a padronização dessa beleza? Todos são belos, pois a beleza em si é um conjunto, a junção de detalhes. Quando olha para uma paisagem, de um topo de uma montanha ou o nascer do sol, ela bela não só pela figura em si, mas pelos o que os detalhes resultam nas suas sensações, no seu pensamento, nas suas vontades. Um nascer do sol não é só um sol num céu laranja, mas sim a um símbolo que em cada um de nós tem um significado.
Presos à uma fôrma corporal, vêm as pressões e repressões.
"Não posso comer...comer...comer..." Pela repressão, não entende a verdadeira tensão, acaba comendo, engordando, perde o confiança.

Como observadora penso: Eu preciso ser assim? Por que preciso? Qual a real necessidade?

Tendo essa visão externa, vejo que o materialismo me afeta, e de uma forma que eu não quero mais.

E a vida é simples! Imagine-se sem essas repressões? Sem essas necessidades? Ah, a liberdade!
Como seria?
Comer o necessário, se preocupar com o que realmente importa, fazer o que realmente é gostoso. A vida seria muito mais saudável, mais produtiva,  mais alegre.
Assim, não haveria o excesso.
Seríamos mais saudáveis, porque o sabor do pouco já seria o suficiente para saciar a vontade, o paladar, a saudade do sabor. A quantidade não seria a real necessidade.

 Teríamos o corpo resultante da nossa saúde.

Haveria maior diversidade de pessoas, pensamentos e realidades.

Quando não há a necessidade do material por completo, evoluímos muito.
Mas para isso demanda tempo. O que temos que compreender é a o excesso não é saudável, nem os extremos.